segunda-feira, 9 de maio de 2011

Carta aberta ao Movimento Negro em geral e ao Movimento de Mulheres Negra, em particular.



Comunico às organizações de Movimento Negro e demais Movimentos Sociais e, em especial, às irmãs que compõem as organizações de movimento de Mulheres Negras, que eu, estudante do quinto semestre de Historia UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado-  fui agredida com um tapa na cara por um estudante que compõe a organização do Simpósio de História “Pesquisa histórica na Bahia” na referida faculdade.

Fui agredida fisicamente (com um tapa na cara!) por um homem branco, estudante, como eu, do 5° semestre do curso de história da UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado. Enfatizo esse dado, por sabermos que o racismo e o machismo se articulam o tempo todo, para impedirem que pessoas como eu (preta “estilo favela!”) possam representar uma pequena minoria do curso de história (brancos, e classe média). Atualmente ocupo a posição de Coordenadora Acadêmica do Centro Acadêmico União dos Búzios, representação legítima dos estudantes do curso de história dessa Instituição.

Inicialmente, estávamos organizando com a coordenação do Curso de História uma atividade acadêmica (o simpósio de história); Entretanto, da noite pro dia fomos retirados da organização com a explicação de que o evento não deveria ter envolvimento do movimento estudantil, por parte um dos palestrantes, e que não iríamos assinar os certificados por quem estava organizando era a instituição.

Quando chegamos, no dia anterior ao fato, encontramos esse grupo de estudantes com a camisa da organização do evento (que até então era da universidade), fizemos algumas intervenções falando sobre a institucionalização da atividade do movimento estudantil e sobre a apropriação intelectual da atividade. (Tudo isso causou incômodo à organização do evento – Coordenação e estudantes envolvidos no processo)

Quando cheguei à atividade, no dia seguinte, fui impedida de assinar a lista de presença, que me legitimaria ganhar o certificado de carga horária do evento. Todas as pessoas assinaram, quando chegou a minha vez a organização da atividade recolheu a lista, e eu perguntei num tom alto no meio da palestra: ‘por que vou assinar a lista lá fora, já que todos assinaram aqui dentro?’ Na mesma hora todo mundo parou e me olhou... Esperei o evento acabar e chamei a coordenadora do curso pra pedir explicação, a mesma não deu atenção, acabei não comunicando sobre o ocorrido. Quando sai do evento me dirigi até o LUCAS PIMENTA (o agressor) e perguntei: ‘posso assinar alista?’ Ele disse: “você é muito mau educada!”, eu o interrompi e falei, ‘não quero te ouvir, só quero saber se posso assinar, caso contrario vou conversar com a coordenação’. E ele disse: “Você ta tirando muita onda, não é de agora que eu to te aturando!” E me deu UM TAPA NA CARA! Quando eu falei que Eu sou oriunda do Movimento Negro, do Movimento de Mulheres Negras, e que não ia deixar barato que ia acionar a Lei Maria da Penha pra ele, ele se curvou e foi segurado pelos colegas enquanto tentava me dar murros.

Ao dizer “você ta tirando muita onda”  e em seguida me agredir o Sr Lucas Pimenta  revelou um sentimento de insatisfação, não apenas dele, isoladamente, mas de muit@s outr@s diante do fato de eu ser Coordenadora Acadêmica no CA de História da Jorge Amado. O fato de estarmos adentrando o espaço acadêmico, por si só, já fez membros da elite branca sentirem-se ameaçados. Mas, esse tapa na cara ocorre em retaliação a um fato mais insuportável ainda, para Lucas e demais membros da elite racista desse país: sou Negra “favelada”, jovem e o represento, em um espaço que o projeto genocida de Estado brasileiro historicamente  reservou para os branc@s 

Por essas razões, conclamo meus irmãos e em especial às minhas irmãs para amanhã, na extensão desta atividade, manifestarmos politicamente a nossa indignação e repulsa, diante desse caso inequívoco de machismo e racismo.

Onde? Centro Universitário Jorge Amado – UNIJORGE (Paralela)

Ato de Luta de 13 de Maio

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Qual é a do Tambolano?

O Projeto propõe a valorização do saber igualitário da comunidade, procura conhecer as raízes de seu acervo cultural, redescobrir a origem dos moradores.
A história local e resgatar a memória coletiva. Para tanto, baseia-se numa compreensão da cultura como um conjunto de pessoas e grupos com modos de vida, tradição e desejo e nas trocas e vivências coletivas. Nesse conceito, cultura e cidadania são inseparáveis. Não se pode falar em cultura sem se falar em conhecimento e em conquistas de direitos. Não há cidadania se não se levarem em conta os conhecimentos e os valores da comunidade. O objetivo é despertar nos participantes um sentimento maior de pertencimento a sua localidade e incentivar o pensar sobre a cultura como uma política pública.
A principal contribuição será a de incentivar, ampliar e proporcionar o surgimento de espaços de referência comunitária nas artes e cultura, desenvolver ações de parceria entre as entidades locais, incentivar e/ou fortalecer a formação de redes horizontais baseados nas relações sociais da região. O desenvolvimento de oficinas nas instituições parceiras é visto como uma estratégia de abordagem e uma abertura gradativa a outros participantes e não apenas aos jovens atendidos pelas entidades.
A experiência inicial mostrou que a ampliação do número de participantes nas atividades dessas instituições fortaleceu a relação com a comunidade do entorno e ampliou o grau de inclusão social. Assim, fortalecidas, poderão formar redes regionais e/ou microrregionais que atuarão de forma articulada, ampliando o capital político e social.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Explosão de tambores no subúrbio da Grande Sampa

O Grupo de Percussão TAMBOLANO foi fundado em 2001 em Taboão da Serra, fronteira sul do município da capital paulista. São mais de 80 jovens de 5 a 25 anos, com seus bumbos, surdos e caixas fazendo som da transformação. Tambolano foi criado nos moldes das conhecidas bandas Olodum, Ile Aiyê, entre de Salvador.
O grupo hoje busca expandir suas ações além da música, criando oficinas de teatro, construção de instrumentos, arte visual dança seminários e fórum . Seu idealizador, o baiano Osvaldinho Teixeira, e o diretor musical e Babalaxé do Ilê Asedeui Salvador - Ba Rivalton Lilio, fizeram parte desde a infância do afoxé Filhos de Ghandi, com passagem por vários grupos e influências. O ritmo quilombola, é um conceito que honra as origens musicais do Afro descendente Brasileiro.
Finalidade desse projeto é melhorar o atendimento educacional oferecido os jovens de cinco a vinte cinco anos, como a intenção de promover o desenvolvimento de integração das suas ascendência.
Prático desse projeto é despertar nos participantes um sentimento de pertencimento à sua localidade e incentivar a reflexão sobre a cultura como uma política pública e que venha estabelecer eu dialogo permanente esclarecedor para comunidade.
Para estimular a participação de jovens e famílias no processo de transformação da comunidade, socialização da informação que valorizem as identidades e as diversidades
locais.